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segunda-feira, 9 de julho de 2018

Tribunal confirma condenação de brasileiros que defendiam Estado Islâmico

Entre os oito condenados por apologia ao terrorismo está um gaúcho, Israel Pedra Mesquita (de capuz, subindo a escada do avião) Paulo Rossi,Especial / Especial
Oito brasileiros foram condenados, agora em segunda instância, por fazerem parte de uma célula da organização terrorista Estado Islâmico (EI) no Brasil. Um deles é o gaúcho Israel Pedra Mesquita. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região, com sede em Porto Alegre, confirmou as penas dos acusados, que já tinham recebido entre cinco e 15 anos de prisão, em primeira instância, por difundirem os ideais do EI e planejar atentados durante os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016.

Os oito já estavam condenados em primeira instânciapelo juiz federal Marcos Josegrei da Silva, da 14ª Vara Federal do Paraná. Eles recorreram contra as sentenças e o TRF4 apreciou os recursos (contra a condenação e a favor do aumento da pena) no final de junho.

Relembre:

Israel Pedra Mesquita: gaúcho, criava galinhas numa granja familiar em Morro Redondo, próximo a Pelotas. Administrava o grupo secreto Sharia no Brasil Já!, defensor da adoção da lei islâmica radical no país e que tem 4 mil membros. Em um dos seus perfis no Facebook, Israel identificava-se como "Mujahedeen (guerreiro) na empresa Estado Islâmico do Iraque e do Levante".

Ele também tinha fotos em que aparecia com uma bandeira do EI. Em um diálogo com Leonid El Kadre, a que a polícia teve acesso, Israel se propõe a vender a casa para ajudar nos planos do grupo terrorista a ser montado. Ele pergunta quantos combatentes são necessários e também diz que, por residir no Sul, pode comprar armas no Uruguai.

"É uma fonte de renda para nos financiar, além dos saques e dos espólios", argumentou. 

Gaúcha ZH