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quinta-feira, 24 de julho de 2025

Homem é condenado a mais de 36 anos por feminicídio ocorrido em Pelotas




Lucas Loi Potenza foi condenado a 36 anos, 10 meses e 20 dias de prisão, além do pagamento de multa, pelo assassinato de Leandra Vitória Rossales da Silva

O crime ocorreu em agosto de 2023, na Colônia Santa Áurea, área rural de Pelotas. 


A vítima, que completava 25 anos no dia do homicídio, foi morta com um disparo na cabeça, diante do filho de seis anos. Em seguida, o corpo foi queimado e ocultado com ajuda dos pais do réu, já condenados por participação no crime.

Potenza foi preso em flagrante e segue detido no Presídio Regional de Pelotas. Apesar da sentença, familiares, amigos e integrantes da Frente Feminista 8M consideraram a pena branda, pois esperavam a aplicação do máximo permitido, de 40 anos. A decisão se baseou na legislação de homicídio qualificado, já que o caso ocorreu antes da lei que tipificou o feminicídio como crime autônomo com agravantes próprios.

Niara Oliveira, jornalista e integrante da Frente 8M, informou que o grupo lançará uma campanha nacional para que o feminicídio seja classificado como crime de ódio. Segundo ela, assassinatos como o de Leandra, praticados com extrema violência e premeditação, exigem um enquadramento jurídico mais rigoroso e ações efetivas de prevenção.

O movimento feminista também alerta que, mesmo após uma década da Lei do Feminicídio, ainda existem falhas na forma como esses crimes são interpretados e julgados pelo sistema de justiça.


Pelotas: MPRS garante condenação de mais de 36 anos de prisão por matar companheira e ocultar o corpo

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) obteve a condenação de um homem a 36 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão em regime fechado, além de 50 dias-multa, por matar a companheira e ocultar seu cadáver. O crime ocorreu em agosto de 2023, no Bairro Quilombo, em Pelotas.

Durante a madrugada, o réu atingiu a mulher com um disparo de arma de fogo, motivado por sentimento de posse, pois não aceitava o fato dela querer ir embora de casa. O crime foi cometido dentro da residência do casal, na presença do filho da vítima, uma criança de cinco anos.

Logo após o homicídio, o homem contou com o apoio dos pais para destruir parcialmente o corpo da vítima com fogo e ocultá-lo em um matagal. A arma do crime foi escondida por um vizinho, mas acabou sendo localizada e apreendida pela polícia.

A atuação do Ministério Público, por meio do promotor de Justiça Frederico Carlos Lang, que conduziu o caso em plenário, foi decisiva para a responsabilização do réu. Ele destacou a brutalidade do crime, o contexto de violência doméstica e o desprezo à condição feminina da vítima.

Evaldo Gomes Notícias Canguçu/RS





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