*OPERAÇÃO RESORT*
*Preso gerente operacional de lider de grupo criminoso pelotense foragido no Rio de Janeiro*
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul, por meio de policiais da 2ª Delegacia de Polícia de Pelotas, deflagrou no Rio de Janeiro a Operação Resort, que resultou na prisão do principal gerente operacional de um dos mais relevantes foragidos da Justiça gaúcha, líder de organização criminosa com atuação no Sul do Estado. A ação contou com o apoio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Rio de Janeiro - FICCO - e policiais da 14ª DP do Leblon.
A ação é desdobramento de investigações das Operações Firma I e II que apuram crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro, revelando a existência de uma estrutura sofisticada de apoio instalada na comunidade da Rocinha, onde o líder do grupo permanece foragido e protegido por traficantes locais. "Conforme apurado, o criminoso tem garantido abrigo, segurança armada, logística, reformas em imóveis de alto padrão e outros serviços de luxo oferecidos pelo tráfico da região — verdadeiras “fortalezas” do crime, apelidadas de resorts do tráfico", destacou o Delegado César Nogueira, que comanda as investigações.
O homem preso atuava como gerente operacional do foragido, sendo responsável por pagamentos, contratação de serviços, organização de obras e articulação com integrantes do tráfico carioca que dão sustentação à fuga quando há operações na Rocinha. O homem foi localizado e preso na Praia de São Conrado, zona sul do Rio de Janeiro, e apresentado pelos policiais da 2ª de DP de Pelotas na 14ª Delegacia de Polícia do Leblon para os procedimentos legais.
"As investigações demonstraram que o líder do grupo mantém uma rede estruturada e permanente no Rio de Janeiro, com divisão clara de funções entre operadores financeiros, seguranças armados, intermediários e moradores utilizados como “laranjas” para a movimentação de recursos ilícitos provenientes de empresas de fachada sediadas em Pelotas", informou o Delegado César. Os valores eram usados para custear obras em residências de alto padrão dentro da comunidade, além de despesas cotidianas e segurança privada do foragido.
De acordo com a Polícia Civil, a Operação Resort tem como objetivo sufocar o poder financeiro da organização, atingindo o núcleo responsável por garantir a permanência do líder fora do alcance da Justiça. As apurações seguem em andamento para aprofundar os crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro, com foco na descapitalização do grupo que domina o tráfico em Pelotas e do líder que figura entre os principais alvos foragidos do Estado do Rio Grande do Sul.
Evaldo Gomes Notícias - Canguçu - Ao copiar cite a fonte



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