Um homem acusado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) foi condenado pelo Tribunal do Júri em Piratini a 91 anos e 6 meses de prisão, em regime inicial fechado, por estupro de vulnerável, dois homicídios qualificados e uma tentativa de homicídio qualificado.
O julgamento ocorreu na última terça-feira, 21 de julho, com a promotora de Justiça Amanda Jessyca de Souza Alves atuando em plenário. A sentença também fixou R$ 500 mil em indenizações por danos morais às vítimas e familiares.
Conforme a denúncia do MPRS, os crimes ocorreram em março de 2023, em uma residência no interior do município do Sul do Estado. O condenado aproveitou-se da condição de vulnerabilidade de uma mulher com deficiência intelectual, hoje com 36 anos de idade, para cometer o estupro enquanto estava responsável por seus cuidados durante a ausência dos pais.
Após a descoberta do abuso, matou a tiros o pai e a mãe da vítima, ambos enquanto dormiam, com o objetivo de assegurar a impunidade do crime sexual. Em seguida, tentou matar o irmão da vítima, que tinha 11 anos na época dos fatos, mas o crime não se consumou porque a criança conseguiu fugir e foi socorrida.
Na decisão judicial, foi destacada a gravidade dos crimes, praticados mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas e para ocultar o estupro de vulnerável.
A pena foi fixada em 19 anos e 6 meses de reclusão pelo crime sexual, 27 anos para cada um dos homicídios qualificados e 18 anos pela tentativa de homicídio qualificado, totalizando 91 anos e 6 meses de prisão.
O magistrado também determinou a imediata execução da pena e a manutenção da prisão do condenado. “A condenação de mais de 91 anos de prisão representa uma resposta justa a crimes que chocaram a cidade e destruíram uma família. O veredito reafirma a força da prova produzida e o compromisso do MPRS com a defesa da vida, dignidade das vítimas e com a justiça”, ressalta a promotora Amanda Alves..
RELEMBRE
Acusado de duplo homicídio ocorrido em Piratini é preso pela Polícia Civil de Guaporé
Suspeito de duplo homicídio é preso pela Polícia Civil de Guaporé
Agentes da Delegacia de Polícia Civil (DP), de Guaporé, com apoio de policiais da DP de Serafina Corrêa, prenderam na manhã da quinta-feira, dia 30 de março, um homem, de 34 anos, suspeito do cometimento de um duplo homicídio, uma tentativa de homicídio e estupro de vulnerável na cidade de Piratini, zona sul do Estado.
POLÍCIA CIVIL PRENDE EM GUAPORÉ INVESTIGADO PELO DUPLO HOMICÍDIO OCORRIDO EM PIRATINI
Na madrugada do dia 18 de março, no 2º Distrito de Piratini, houve um duplo homicídio de um casal, além da tentativa de homicídio de um de seus filhos. Imediatamente, a Polícia Civil passou a diligenciar para a descoberta da autoria, o que se confirmou na segunda-feira, 20 de março, ocasião em que o delegado titular delegacia local, Dr. Rafael Vitola Brodbeck, representou ao Poder Judiciário pela prisão preventiva de J.S.L., 34 anos.
Com o mandado de prisão em mãos, rapidamente concecido pela vara judicial de Piratini, a equipe da DP/Piratini, com apoio da Brigada Militar (efetivo local e Força Tática), deslocou na terça-feira, 21, para a casa do investigado para a sua captura. Não o encontrando, passou-se a efetuar buscas nas redondezas, bem como acompanhamento tático do pai do suspeito até Pinheiro Machado. Equipes discretas e ostensivas monitoraram os locais prováveis de seu esconderijo por toda a semana.
Na manhã desta quinta-feira, 30 de março, a partir de informações recebidas pela DP/Guaporé, foi efetuada a prisão do indivíduo foragido, na residência de um familiar, na localidade de Linha Quinta, Guaporé, na Serra Gaúcha. A prisão foi feita com apoio da DP/Serafina Corrêa, e mediante troca de informações com a DP/Piratini. No momento da chegada dos policiais o preso tentou fugir pelos fundos do imóvel em direção a uma mata, mas foi contido pelos policiais que cercavam o local.
Conforme a investigação, J.S.L., perpetrou os homicídios para assegurar a impunidade de um estrupro de vulnerável, cometido pouco tempo antes, contra a filha das vítimas, o que levou o delegado Brodbeck a trabalhar com a linha de um homicídio qualificado.
Após os procedimentos legais o preso foi encaminhado ao presídio de Guaporé.
A investigação segue na DP/Piratini para coleta de informações adicionais e rápido fechamento do inquérito.
Evaldo Gomes com informações da Polícia Civil e imagens da Rádio Aurora de Guaporé
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