No próximo dia 12 haverá audiência no processo do feminicídio que vitimou Letícia Foster Rodrigues, razão pela qual a família e amigos farão uma manifestação pacífica e silenciosa.
Letícia foi falecida por feminicídio, fato que comoveu o município.
Evaldo Gomes Notícias- Canguçu. Respeite os créditos. É um princípio fundamental da ética jornalística
..
RELEMBRE:
Foi sepultada na tarde de quarta-feira, 14.01.2026, no cemitério de Canguçu Letícia Foster Rodrigues de 37 anos, que foi vítima de feminicídio consumado.
O Corpo foi encontrado na tarde de terça-feira, 13.01.2026, em uma área rural no Alto do Vime, no interior do município.
Ela saiu na companhia do acusado da morte, seu ex-companheiro, na manhã de 12.01.2026 e desapareceu. Letícia tinha medidas protetivas de urgência, segundo familiares.
O homem foi preso em Bagé portando drogas. Ele é o principal suspeito.
Letícia foi degolada. A Brigada Militar e a Polícia Civil atenderam a ocorrência.
O delegado Luciano Cabreira é o responsável pela investigação.
"Ele tirava toda a alegria dela", diz irmã de mulher encontrada morta em Canguçu
Letícia Foster Rodrigues, de 37 anos, está sendo velada nesta quarta-feira (14); polícia investiga caso como feminicídio
Descrita pela irmã como "alegre, sorridente e de bem com a vida", Letícia Foster Rodrigues, de 37 anos, foi encontrada morta na noite de terça-feira (13), em Canguçu, no sul do Estado. O caso é investigado como feminicídio.
— Ele tirava toda a alegria dela e a vontade de viver — afirma a irmã, Betina Foster, ao se referir ao companheiro de Letícia, William Bizarro Porto, de 36 anos, preso por suspeita de tê-la matado.
— Ela trabalhava, porém ele tirou até isso, buscava ela no serviço, batia nela, agredia, arrancava ela do trabalho. Fez ela parar de trabalhar, tirou a vontade de viver dela — relata Betina.
Segundo a irmã, o cunhado era ciumento e não deixava ela sequer ter celular.
— Quando ela comprava, ele quebrava o celular. Cuidava com quem ela falava, inclusive comigo, com a minha mãe. Ele cuidava o que ela estava falando e com quem estava falando — detalha.
Letícia deixou dois filhos. O mais novo, de 4 anos, é filho do suspeito e, de acordo com a irmã, testemunhava as agressões.
— Ele fazia essas agressões e não perdoava ninguém. Não tinha receio de ninguém. Ele era muito manipulador — alega.
Ele já havia sido preso por descumprir medidas protetivas
A Polícia Civil não revelou a identidade do suspeito, mas a reportagem de GZH apurou que se trata de William Bizarro Porto. Ele possuía histórico de violência doméstica. Em 2025, Letícia registrou ocorrência por lesão corporal e relatou que foi ferida no braço com uma faca.
A vítima solicitou medidas protetivas de urgência, que foram descumpridas mais de uma vez pelo investigado. William foi preso em março do ano passado, mas foi solto em agosto.
O corpo de Letícia foi encontrado com sinais de degolamento no final da tarde de terça-feira, em uma área de mata na zona rural de Canguçu.
O investigado já havia sido preso em flagrante na manhã de terça-feira (13), por tráfico de drogas, em Bagé, na Campanha, mas, com o avanço das investigações e a localização do corpo da vítima, a polícia formalizou o pedido de prisão preventiva pelo crime de feminicídio.
Evaldo Gomes Notícias - Respeite os créditos. É um princípio fundamental da ética jornalística


Nenhum comentário:
Postar um comentário
Comentários são de inteira responsabilidade do leitor e não representam a opinião do Blog