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05/11/2026

POLÍCIA INDICIA DOIS MÉDICOS POR MORTE DE MENINO ATENDIDO NA UPA DO CASSINO




CASO JOCA: A Polícia Civil indiciou dois médicos pela morte de *Joaquim Klinger* , então com 9 anos, durante atendimento na UPA Cassino, em Rio Grande, em maio de 2025. Um dos profissionais foi indiciado por homicídio qualificado, com dolo eventual, e fraude processual. O outro responderá por homicídio culposo.


O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público, que vai avaliar se apresenta denúncia à Justiça. A morte do menino teve grande repercussão na cidade e motivou a criação de uma CPI na Câmara de Vereadores.

A Polícia Civil indiciou dois médicos pela morte de Joaquim Klinger, o Joca, de 9 anos, durante um atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Cassino, em Rio Grande, em maio de 2025.

Segundo a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a apuração envolveu análise de prontuários médicos, laudos periciais, pareceres técnicos, documentos oficiais e depoimentos de familiares e profissionais da saúde.

De acordo com a investigação, o menino deu entrada na unidade apresentando um quadro grave de insuficiência respiratória. Durante o atendimento, sofreu parada cardiorrespiratória e morreu.

Ao final do inquérito, a Polícia Civil decidiu pelo indiciamento de um dos médicos por homicídio qualificado pela asfixia, com dolo eventual, além do crime de fraude processual. Um segundo profissional foi indiciado por homicídio culposo majorado pela inobservância de regra técnica da profissão.


Joanna Manhago / GZH Zonasul



A Polícia Civil indiciou dois médicos pela morte de Joaquim Klinger, o Joca, de 9 anos, durante um atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Cassino, em Rio Grande, em maio de 2025.

Segundo a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a apuração envolveu análise de prontuários médicos, laudos periciais, pareceres técnicos, documentos oficiais e depoimentos de familiares e profissionais da saúde.

De acordo com a investigação, o menino deu entrada na unidade apresentando um quadro grave de insuficiência respiratória. Durante o atendimento, sofreu parada cardiorrespiratória e morreu.

Ao final do inquérito, a Polícia Civil decidiu pelo indiciamento de um dos médicos por homicídio qualificado pela asfixia, com dolo eventual, além do crime de fraude processual. Um segundo profissional foi indiciado por homicídio culposo majorado pela inobservância de regra técnica da profissão.


Além dos indiciamentos, a Polícia Civil determinou o envio da documentação ao Conselho Regional de Medicina (Cremers), que deverá analisar a atuação dos profissionais sob o aspecto ético.

Caso teve grande repercussão em Rio Grande

A morte de Joaquim ocorreu em 28 de maio de 2025 e gerou ampla mobilização de familiares, amigos e da comunidade rio-grandina.

Na época, relatos apontaram que o menino chegou à UPA Cassino durante a madrugada com um quadro respiratório grave associado a uma crise asmática. Durante o atendimento, ele sofreu duas paradas cardiorrespiratórias antes de morrer.

A repercussão do caso levou à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara de Vereadores de Rio Grande. O relatório final da comissão apontou possíveis responsabilidades médicas e administrativas no atendimento prestado à criança.

Entre os pontos levantados pelos vereadores estavam questionamentos sobre a condução do atendimento, a ausência de pediatra plantonista na unidade e possíveis falhas estruturais da rede municipal de saúde.

Processo segue para o Ministério Público

O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, que agora irá avaliar o material reunido pela investigação e decidir sobre eventual apresentação de denúncia à Justiça.

A Polícia Civil não divulgou os nomes dos médicos indiciados. A reportagem entrou em contato com o Cremers, mas não obteve retorno até a publicação.

Evaldo Gomes Notícias – Canguçu/RS. Respeite os créditos. É um princípio fundamental da ética jornalística.

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